Logo Loading

A Bibliotrónica Portuguesa acaba de publicar, na secção de originais, FLUL 2018. Genius Loci, uma antologia prefaciada pelo escritor João de Melo. Assinam as narrativas breves cinco autores cujos nomes vamos querer fixar: Mário Nascimento, Vanessa Bastos, Leonardo Fernandes, Joana Fonseca e Luís Ramos.

«Nunca a ninguém acudiu a ideia de olhar para dentro da Faculdade à procura de talentos. Escritores eram sempre os outros, os históricos, os ecléticos, os teóricos e os amigos dos nossos professores. Agora sim, há-os marginalmente aos cânones e às bibliografias, gente capaz de fazer literatura acerca dos corredores com livros, de um grande anfiteatro verde crómio, do pavilhão novo, do jardim envolvente, dos amores que morrem e de outros que nascem para sempre no intervalo das aulas (“vi começar histórias de amor que se tornaram perenes, e vi terminar histórias de amor perenes – escreve Luís Ramos”).» (João de Melo, Prefácio)

«O genius loci era, na religião romana clássica o espírito protetor de um lugar. A teoria da Arquitetura adotou esta designação para indicar o espírito caraterizador de um lugar. Aquela quase inapreensível, quase inexplicável, indomável alma dos lugares, que os arquitetos teorizaram respeitar, de preferência mesmo integrar, a bem das obras que assinam.

O desafio proposto aos escritores desta antologia é simples de apresentar; não tão simples de vencer: numa narrativa curta, dar ao espaço uma importância maior do que lhe é habitualmente dada na narrativa. Mais: procurar, neste exercício, o genius loci da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Establecido um prazo, lançámo-lo com um passeio dedicado à FLUL e ao esforço de a estranhar. O espaço familiar enrola-se em torno de caminhos feitos, já se sabe. Em cada dia, a sirene dos navios no nevoeiro, que é o tempo, conduz o movimento humano pelos caminhos feitos, uma e outra vez. Naquele dia e naquele passeio, esforçámo-nos por resistir à sirene dos navios, sair dos caminhos feitos…» (Ângela Correia, Apresentação)

Avisamos os leitores de que a leitura deste livro, ilustrado por fotografias, será mais agradável se o ficheiro for primeiro descarregado para o PC e depois aberto. O livro perguntará se pode abrir-se em «full screen mode». Responda que sim, caro leitor. Quando quiser sair deste modo, bastará premir «esc».

Boa leitura.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *