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Sem título, por Luís Ramos

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São 17 h 11 min. É quase noite. E voltámos ao mesmo. Sempre o mesmo. Acordamos ainda de noite. Queremos a noite. Queremos o dia. Ah… Não é isto e isto não pode continuar. Eu tenho de sair daqui. Eu quero ser professor ou empresário. E quero ter muito dinheiro e uma mulher bonita. Quero […]

Nova reedição: O Padre Júlio, de Octave Mirbeau

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Mais conhecido pelo livro Diário de uma Criada de Quarto, Octave Mirbeau foi autor de muitos outros títulos, de variados géneros: ensaio, romance, teatro, conto. Em 2017, comemorou-se o centenário da morte do escritor francês, nascido em 1848. Conforme explicam os autores da reedição que a Bibliotrónica Portuguesa acaba de publicar, «O Padre Júlio acompanha a […]

Um conto de Natal, por Luís Ramos

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Dia de primavera. No adro do templo, os comerciantes procedem à sua atividade. Jesus, ao vê-los, expulsa-os com severidade tamanha, gritando que não façam do templo um negócio. Os comerciantes, indignados, pedem-lhe um sinal de autoridade, e Ele responde que, se o templo fosse destruído, seria reconstruído em três dias. Os vendilhões retiram-se, furiosos, prometendo […]

Novo original de poesia já disponível

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Verbo Condicionado é o título do álbum de poesia de Luís Ramos (Os Invulgares) que a Bibliotrónica Portuguesa acaba de acolher na página de originais. Com edição e ilustração de Ângela Correia. Trata-se do livro de estreia de um jovem poeta, onde a voz do mais simples quotidiano se articula com o questionamento da vida. […]

Deixa-te de picuinhices!, por Ana Rita Sintra

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Odeio quando as pessoas não deixam as coisas como elas estavam. Há uma razão para estarem naquele preciso lugar e não noutro qualquer. Há uma dinâmica, uma estética, uma facilidade de acesso… enfim, uma miríade de razões que não interessa agora enumerar por completo. Por exemplo, quando a porta está completamente encostada é porque há […]

A lagoa de barro, por Luís Ramos

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No meio do mato cerrado, havia uma antiga lagoa de barro. Dentro da lagoa, uma formiga tentava regressar à margem, percorrendo uma folha de rosmaninho. A poucos metros desta, um ser humano gritava de forma intermitente, quando a cabeça vinha à tona da água. Pelo trilho que passava junto à lagoa, caminhava outro ser humano. […]