Deixa-te de picuinhices!, por Ana Rita Sintra

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Odeio quando as pessoas não deixam as coisas como elas estavam. Há uma razão para estarem naquele preciso lugar e não noutro qualquer. Há uma dinâmica, uma estética, uma facilidade de acesso… enfim, uma miríade de razões que não interessa agora enumerar por completo. Por exemplo, quando a porta está completamente encostada é porque há […]

A lagoa de barro, por Luís Ramos

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No meio do mato cerrado, havia uma antiga lagoa de barro. Dentro da lagoa, uma formiga tentava regressar à margem, percorrendo uma folha de rosmaninho. A poucos metros desta, um ser humano gritava de forma intermitente, quando a cabeça vinha à tona da água. Pelo trilho que passava junto à lagoa, caminhava outro ser humano. […]

Cair do muro, por Ana Rita Sintra

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Ela tem um sonho recorrente, que já nem sabe bem se será mesmo um sonho. Fica tudo emaranhado e confuso na cabeça dela, como os fios dos earphones atirados ao acaso para dentro da mala. Está num muro alto, ventoso e, de início, agradável, dada a vista deslumbrante de campos infinitamente verdejantes. Sente como se […]

Eva, por Mário Nascimento

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Ela era ainda uma menina. Numa terra virgem, sem vestígios anteriores, sem arqueologia. Terá havido árvores antes, mato, bichos. Mas naquela altura era uma rua alcatifada, degraus de pedra e prédios. Do rapaz, ninguém sabe nada. Mas ele talvez recorde o nevoeiro marítimo e o som dos barcos. Talvez se lembre da tribo da praceta, […]

Outubro, por Luís Ramos

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«No início, Deus disse que se fizesse luz». Mas de onde proviria a luz que deveria ser dada aos nossos olhos? Este facto permanece vago, quando se trata de determinar propriedades de elementos abstratos que não conseguimos compreender. No entanto, quando nos aproximamos do concreto, é possível identificar um lugar. No caso do senhor Silva, […]