Indefinido, por Luís Ramos

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Ali há um espelho. Eu fui deitar-me defronte. – Pode vir também… se quiser… Isto de nos vermos ao espelho é muito importante! O espelho era tão cinzento. A sala estava tão escura. Eu acendi a lanterna do telemóvel e deitei-o no chão. O rosto ficou tão nítido no espelho. Eu pude contemplar o meu […]

Lançamento da Poetrónica n.º 1

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A Poetrónica n.º 1 acaba de ser publicada na página de Originais da Bibliotrónica Portuguesa. Resultante de um processo de seleção plural e independente, a revista de poesia da Bibliotrónica Portuguesa beneficiou da participação de António Damásio, Professor da Cátedra David Dornsife em Neurociência da Universidade do Sul da Califórnia; Bela Silva, Artista Plástica; Fernando […]

Cair do muro, por Ana Rita Sintra

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Ela tem um sonho recorrente, que já nem sabe bem se será mesmo um sonho. Fica tudo emaranhado e confuso na cabeça dela, como os fios dos earphones atirados ao acaso para dentro da mala. Está num muro alto, ventoso e, de início, agradável, dada a vista deslumbrante de campos infinitamente verdejantes. Sente como se […]

Notícias da Poetrónica

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Terminado o prazo de receção de poemas no último dia de abril, o processo de edição da Poetrónica n.º 1 avançou para a primeira fase de seleção. Na segunda fase de seleção, julgámos importante multiplicar os pontos de vista. Por esta razão, endereçámos convites a pessoas com grande experiência de interpretação, em áreas diversas, cuidando que nada do […]

Carta, por Luís Ramos

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O meu amigo Talé, grande construtor de sentimentos mas fraco na ortografia, pediu-me para corrigir uma carta de amor que ele pretendia enviar a uma rapariga chamada Biró, que o prendera no encanto dela. Como retribuição pelo favor prestado, pedi-lhe uma cópia da carta, que abaixo deixo transcrita. Eu, como sou fraco no sentimento… talvez […]

Sem cinto de segurança, por Ana Rita Sintra

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Tivera uma sensação estranha naquele dia, no comboio, ao voltar para casa. Sentara-se virada na direção contrária à direção em que o comboio seguia confiante, sobre as linhas de aço que se ramificavam interminavelmente. Inclinou-se para a esquerda, depois um pouco para a direita, deixando-se levar pelo movimento incessante da carruagem, igual ao da carruagem […]

Soberba intelectual, por Luís Ramos

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O mestre saudou Aqueap, o discípulo. O discípulo saudou Aqueen, o mestre. O mestre ensinou o discípulo a contemplar o invisível com o pensamento. O discípulo desobedeceu. O discípulo queria apenas contemplar o visível. O mestre ensinava que o invisível é sagrado. Mas o discípulo dizia para si que o mestre estava errado e que […]

Poetrónica

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No âmbito de um workshop de edição de originais em curso, surgiu a ideia e a vontade de editar e publicar, na Bibliotrónica Portuguesa, uma Poetrónica. Ora então, diga-nos: tem um pensamento próprio a que dá forma poética? Aquilo que faz com a língua portuguesa distingue-se? Está disponível para trabalhar com um editor de originais? […]